No entendimento de Tiago Schietti, a transformação digital deixou de ser uma tendência restrita a grandes empresas ou setores altamente tecnológicos. Hoje, ela se faz presente também em áreas tradicionalmente mais conservadoras, como o setor funerário. Cemitérios, crematórios e empresas funerárias estão sendo desafiados a rever processos, incorporar tecnologias e adotar uma gestão mais conectada com as demandas da sociedade atual.
Em um setor que lida com informações sensíveis, prazos rigorosos e expectativas emocionais elevadas, a tecnologia passa a ser uma aliada estratégica na construção de um modelo mais profissional e confiável. Vamos entender como essa transformação vem sendo incorporada às rotinas do setor.
O ponto de partida da digitalização no setor funerário
Historicamente, o setor funerário operou com processos manuais, registros físicos e rotinas pouco padronizadas. Embora esse modelo tenha funcionado por décadas, ele se mostra cada vez mais limitado diante das exigências legais, do crescimento urbano e da complexidade das operações atuais. A transformação digital começa justamente pela necessidade de organizar informações e reduzir riscos operacionais.
Segundo Tiago Schietti, a adoção de sistemas de gestão, plataformas digitais e bancos de dados integrados permite centralizar informações, melhorar o controle dos serviços e reduzir falhas humanas. Esse primeiro passo representa uma mudança estrutural importante, pois cria bases mais sólidas para decisões estratégicas e para a evolução do setor como um todo.
Impactos diretos da tecnologia na gestão e nos processos
A transformação digital impacta diferentes áreas do setor funerário, indo muito além da informatização administrativa, assim como elucida Tiago Schietti. Sistemas digitais permitem acompanhar processos em tempo real, registrar cada etapa do serviço e garantir maior controle sobre prazos e responsabilidades.
Essas mudanças refletem diretamente na eficiência operacional. Com processos mais claros e integrados, as equipes trabalham de forma mais organizada, reduzem retrabalhos e conseguem responder com mais agilidade às demandas diárias. A tecnologia também contribui para auditorias internas, relatórios gerenciais e planejamento estratégico, fortalecendo a governança das instituições.

Tecnologia e humanização: caminhos que se complementam
De acordo com Tiago Schietti, um dos maiores equívocos sobre a transformação digital é associá-la à perda de sensibilidade no atendimento. Na prática, ocorre o oposto. Ao reduzir tarefas burocráticas e falhas operacionais, a tecnologia libera tempo para que os profissionais se dediquem ao acolhimento das famílias.
Com informações acessíveis e processos bem definidos, o atendimento se torna mais claro, tranquilo e empático. A digitalização, nesse sentido, não substitui o cuidado humano, mas cria condições para que ele seja exercido com mais qualidade e atenção.
Desafios enfrentados na jornada de transformação digital
Apesar dos benefícios, a transformação digital no setor funerário ainda enfrenta desafios importantes. A resistência à mudança, a falta de capacitação técnica e o receio de investimentos são obstáculos comuns. Superar esses desafios exige planejamento, envolvimento da liderança e treinamento contínuo das equipes.
Outro ponto crítico é a escolha de soluções adequadas à realidade de cada organização. A tecnologia precisa ser funcional, segura e alinhada às necessidades operacionais do setor, evitando a adoção de ferramentas complexas ou pouco eficazes.
Para onde caminha a transformação digital no setor funerário?
Por fim, o futuro aponta para um setor funerário cada vez mais integrado, transparente e orientado por dados, como destaca Tiago Schietti. A tendência é que a digitalização avance para áreas como planejamento urbano, sustentabilidade, relacionamento com as famílias e integração com órgãos públicos.
Mais do que acompanhar a evolução tecnológica, a transformação digital permite que o setor funerário se antecipe a desafios, melhore sua imagem institucional e fortaleça sua função social. Trata-se de um caminho sem volta, que exige visão estratégica e compromisso com a melhoria contínua.
Digitalização como base para um setor mais preparado
Em conclusão, a transformação digital no setor funerário não se resume à adoção de ferramentas tecnológicas. Ela representa uma mudança cultural, que valoriza organização, profissionalismo e transparência. Ao investir em digitalização, o setor constrói bases mais sólidas para enfrentar as demandas atuais e futuras.
Onde estamos hoje é resultado de um processo ainda em evolução. Para onde caminhamos depende da capacidade de integrar tecnologia, sensibilidade humana e gestão responsável. Nesse equilíbrio, a transformação digital se consolida como um dos pilares mais importantes para o futuro do setor funerário.
Autor: Davis Wilson

