Mastite granulomatosa: Por que nem toda inflamação é infecção comum, apresenta Milton Seigi Hayashi

By Davis Wilson
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Milton Seigi Hayashi explica a mastite granulomatosa e suas particularidades clínicas.

Quando surgem dor, vermelhidão e inchaço nas mamas, muitas pacientes associam esses sinais imediatamente a uma infecção comum, apresenta Milton Seigi Hayashi, médico-cirurgião plástico. No entanto, existem condições inflamatórias mais raras que podem apresentar sintomas semelhantes e exigir abordagens diferentes. Compreender essas possibilidades é essencial para evitar tratamentos inadequados e atrasos no diagnóstico correto. 

Entre essas condições está a mastite granulomatosa idiopática, uma doença inflamatória benigna, porém de evolução prolongada, que pode simular infecções persistentes e até levantar suspeita de câncer de mama em exames iniciais. Embora rara, ela merece atenção justamente por seu potencial de confusão diagnóstica e pelo impacto que pode causar na qualidade de vida da paciente. Neste artigo, venha compreender o que é essa condição e qual o impacto em sua saúde e qualidade de vida.

O que é mastite granulomatosa idiopática?

A mastite granulomatosa idiopática é uma inflamação crônica da mama caracterizada pela formação de granulomas, que são agregados de células inflamatórias nos tecidos mamários. A causa exata ainda não é totalmente compreendida, mas há hipóteses envolvendo resposta autoimune, alterações hormonais e histórico de gestação ou amamentação.

Mastite granulomatosa analisada por Milton Seigi Hayashi no contexto diagnóstico.
Mastite granulomatosa analisada por Milton Seigi Hayashi no contexto diagnóstico.

Conforme expressa Milton Seigi Hayashi, a doença costuma acometer mulheres em idade fértil, muitas vezes meses ou anos após o período de amamentação, e pode se manifestar como nódulos dolorosos, endurecimento da mama, vermelhidão e, em alguns casos, formação de abscessos e fístulas na pele. Por se tratar de uma condição benigna, o maior desafio não está no risco oncológico, mas na dificuldade de controle dos sintomas e na possibilidade de recorrência, o que exige acompanhamento médico prolongado.

Por que o diagnóstico pode ser difícil?

Um dos principais problemas no manejo da mastite granulomatosa é a semelhança clínica com infecções bacterianas comuns e até com tumores malignos. Nos exames de imagem, como ultrassonografia e mamografia, os achados podem ser inespecíficos, levando inicialmente a hipóteses mais frequentes.

@miltonseigihayash

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Quando a paciente não responde aos antibióticos tradicionais ou apresenta recidivas frequentes, é fundamental ampliar a investigação. Nesses casos, a biópsia do tecido mamário costuma ser necessária para confirmar o diagnóstico e excluir outras doenças, expõe Hayashi. Esse processo pode gerar ansiedade significativa, já que a suspeita de câncer é uma preocupação comum. 

Diferença entre mastite infecciosa e inflamatória

A mastite infecciosa, mais comum durante a amamentação, é causada por bactérias e geralmente responde bem ao uso de antibióticos e à drenagem, quando necessária. Já a mastite granulomatosa não tem origem bacteriana comprovada na maioria dos casos, o que explica a resposta limitada aos antibióticos. Reconhecer essa diferença é fundamental para evitar ciclos repetidos de medicação sem resultado, que podem atrasar o início de terapias mais adequadas, como o uso de corticosteroides ou outros imunossupressores em situações selecionadas.

Milton Seigi Hayashi explica que o tratamento da mastite granulomatosa idiopática varia conforme a gravidade dos sintomas e a resposta da paciente. Em casos leves, pode-se optar por acompanhamento clínico e controle da inflamação. Em situações mais intensas, medicamentos anti-inflamatórios e imunomoduladores podem ser necessários. A cirurgia não é a primeira escolha na maioria dos casos, pois a retirada do tecido inflamado pode não impedir novas recorrências e ainda comprometer o resultado estético da mama. 

Quando indicada, costuma ser reservada para complicações específicas, como abscessos persistentes ou fístulas que não cicatrizam. O acompanhamento a longo prazo é parte do manejo, já que a doença pode apresentar períodos de melhora e recaída. Esse seguimento permite ajustes no tratamento e intervenções precoces diante de novos sintomas.

Impacto emocional e importância do suporte médico

Além dos sintomas físicos, a mastite granulomatosa pode gerar grande impacto emocional, ressalta Hayashi, isso porque, a dor persistente, as alterações na aparência da mama e o medo inicial de câncer afetam a autoestima e a tranquilidade da paciente. Oferecer suporte emocional e informação adequada faz parte do cuidado integral. Explicar que se trata de uma condição benigna, embora de evolução prolongada, ajuda a reduzir a angústia e favorece a adesão ao acompanhamento médico.

Por fim, a mastite granulomatosa idiopática é um exemplo de como nem toda inflamação na mama deve ser tratada como infecção simples. Tal como considera o médico-cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, investir em investigação adequada, com uso criterioso de exames e biópsia quando indicada, é fundamental para definir a melhor conduta e evitar intervenções desnecessárias. 

Autor: Davis Wilson

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