Santuário francês espera cerca de 150 mil pessoas para momentos de oração, Missa, encontro com enfermos e procissão mariana.
A cidade de Lourdes, um dos lugares de peregrinação mariana mais conhecidos do mundo, vive os últimos preparativos para receber o Papa Leão XIV nos dias 26 e 27 de setembro. A visita acontece durante a viagem apostólica do Pontífice à França e terá como um dos momentos centrais a oração diante da Gruta de Massabielle, local associado às aparições de Nossa Senhora a Santa Bernadette Soubirous. Segundo o Santuário de Lourdes, as inscrições para participar presencialmente das celebrações foram encerradas diante da capacidade máxima prevista, com aproximadamente 150 mil pessoas esperadas para os diferentes momentos da visita. Para o devoto mariano, a notícia desperta uma pergunta importante: por que Lourdes continua reunindo tantos peregrinos e qual é o significado espiritual de uma visita papal a esse lugar dedicado à Virgem Maria?
Por que Lourdes é tão importante para a devoção a Nossa Senhora
Lourdes ocupa um lugar especial na espiritualidade católica porque sua história está ligada às aparições marianas de 1858. Na Gruta de Massabielle, Bernadette Soubirous relatou ter visto uma Senhora que posteriormente se apresentou como a “Imaculada Conceição”. Desde então, o local tornou-se destino de peregrinações, oração e busca de consolo para pessoas de diferentes países. A presença de enfermos entre os peregrinos também se tornou uma característica marcante do santuário, reforçando uma espiritualidade que associa a devoção mariana à esperança, à confiança em Deus e à atenção aos que sofrem.
É justamente nesse contexto que a passagem de Leão XIV ganha significado para os fiéis. De acordo com o programa oficial da Santa Sé, o Papa chegará a Lourdes na noite de 26 de setembro e fará uma oração na Gruta das Aparições de Massabielle. No dia seguinte, celebrará Missa na área do santuário, encontrará pessoas atendidas pelo Accueil Notre-Dame e participará da oração do Santo Rosário seguida da procissão das velas. A programação mostra que a visita não se limita a uma cerimônia institucional: ela inclui oração diante da gruta, Eucaristia, encontro com enfermos e uma expressão tradicional da piedade mariana. Para quem acompanha a Igreja e possui devoção a Nossa Senhora, esses elementos ajudam a compreender Lourdes como um lugar onde a oração permanece ligada ao cuidado concreto com o próximo.
O que o Papa fará em Lourdes nos dias 26 e 27 de setembro
A agenda papal prevista para Lourdes começa no sábado, 26 de setembro, quando Leão XIV deixará Paris e seguirá para a cidade francesa. A programação oficial indica chegada ao aeroporto de Tarbes-Lourdes-Pyrénées às 19h05 e, pouco depois, oração na Gruta das Aparições, às 19h40. Esse momento será especialmente simbólico porque coloca o sucessor de Pedro diante de um dos espaços mais conhecidos da devoção mariana contemporânea. A oração na gruta também antecede o domingo dedicado a uma série de encontros com bispos, enfermos, religiosos e peregrinos.
No domingo, 27 de setembro, o programa prevê encontro com os bispos da Conferência Episcopal Francesa, Missa na Prairie do Santuário, encontro com funcionários e pessoas acolhidas pelo Accueil Notre-Dame e uma reunião privada com religiosas contemplativas. À noite, o Papa deverá participar da oração do Santo Rosário e da procissão das velas, uma das expressões mais conhecidas da espiritualidade de Lourdes. O Santuário informou que aproximadamente 150 mil pessoas deverão participar dos diferentes momentos da visita, enquanto milhões de fiéis poderão acompanhar as celebrações por meios de comunicação. Para os devotos, acompanhar a programação pode ser uma oportunidade de unir-se espiritualmente à oração realizada em Lourdes, mesmo estando distante da França.
O que a visita de Leão XIV pode ensinar aos devotos de Nossa Senhora
Uma das características mais significativas da visita é a presença dos enfermos entre os compromissos do Papa. O encontro com a comunidade do Accueil Notre-Dame coloca no centro pessoas que chegam a Lourdes em busca de acolhimento e esperança. Essa dimensão ajuda a recordar que a devoção mariana, na tradição católica, não se resume à veneração de uma imagem ou à participação em uma festa religiosa. Ela também pode conduzir o fiel à oração, à solidariedade e ao cuidado com quem enfrenta momentos de fragilidade. O próprio Santuário apresenta a visita como um acontecimento que terá os mais frágeis entre seus pontos centrais.
Para quem vive a fé em família, a visita também oferece uma oportunidade de redescobrir o sentido da oração mariana. Rezar o Rosário, contemplar a vida de Maria e pedir sua intercessão são práticas que podem ser vividas tanto em um grande santuário quanto dentro de casa, na simplicidade do cotidiano. O fato de o programa papal terminar em Lourdes com o Rosário e a procissão das velas reforça a dimensão comunitária dessa espiritualidade. Assim, a pergunta que permanece para o devoto não é apenas o que acontecerá durante a visita, mas como uma experiência de oração em um santuário mariano pode inspirar atitudes concretas depois que a peregrinação termina.
A chegada do Papa Leão XIV a Lourdes ocorre, portanto, em um momento de grande atenção para um dos principais santuários dedicados a Nossa Senhora. A expectativa de cerca de 150 mil participantes demonstra a dimensão do encontro, mas o significado religioso da visita vai além dos números. Entre a Gruta de Massabielle, a celebração da Eucaristia, o encontro com os enfermos e a oração do Rosário, o programa apresenta diferentes dimensões da vida cristã reunidas em torno de um lugar profundamente marcado pela devoção mariana. Para o devoto que acompanhará tudo à distância, Lourdes pode ser lembrada como um convite à oração, à confiança em Deus e à caridade, sob o olhar materno de Nossa Senhora.
Fontes utilizadas:

