Falar de segurança em implantes mamários é, antes de tudo, falar de informação de qualidade, decisão compartilhada e acompanhamento bem conduzido. Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico, entende que a escolha por um implante não deve ser guiada apenas por estética, mas por critérios técnicos, histórico do paciente e clareza sobre cuidados e sinais de alerta.
Ao longo deste artigo, você vai compreender quais complicações são mais debatidas hoje, o que significa um risco raro como o BIA-ALCL, por que o acompanhamento influencia diretamente o prognóstico e como uma consulta bem orientada reduz ansiedade e melhora previsibilidade. O objetivo é oferecer tranquilidade com responsabilidade, sem alarmismo e sem promessas simplificadas.
Quais são as complicações mais discutidas em implantes mamários hoje?
As complicações mais discutidas em implantes mamários envolvem aspectos que podem surgir no curto e no longo prazo. Entre elas, estão contratura capsular, seromas, infecções, assimetrias, deslocamento do implante e necessidade de revisões cirúrgicas. Também existe preocupação com a qualidade da cicatrização, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo, diabetes, flutuações de peso e histórico de cirurgias prévias. A forma como o organismo reage ao implante, a técnica utilizada e o cuidado pós-operatório se combinam para definir a evolução.

Além disso, o debate moderno inclui a importância da escolha do implante e de sua superfície dentro de um planejamento individualizado. O foco atual tende a ser previsibilidade e segurança, com o paciente entendendo que cirurgia plástica é um processo e não um evento isolado. Como elucida Milton Seigi Hayashi, discutir complicações não significa desencorajar, e sim orientar. Pacientes bem informados fazem escolhas mais seguras, cumprem melhor o pós-operatório e identificam precocemente qualquer alteração relevante.
O que é BIA-ALCL e quais sinais merecem atenção?
O BIA-ALCL é um linfoma raro associado a implantes mamários, descrito como uma condição que pode se manifestar principalmente com alterações tardias, como aumento de volume por acúmulo de líquido ao redor do implante, assimetria, dor, endurecimento e, em alguns casos, massa palpável. Hayashi destaca que é importante compreender que se trata de um risco incomum, mas que merece informação clara para que o acompanhamento seja realizado com serenidade e responsabilidade.
O ponto central não é viver com medo, e sim saber o que observar. Alterações novas ou tardias devem ser avaliadas por um profissional qualificado, porque a investigação adequada faz parte do cuidado. Milton Seigi Hayashi orienta que pacientes com implantes devem manter a rotina de acompanhamento, especialmente se surgirem mudanças perceptíveis. A segurança na cirurgia plástica se constrói com informação e acesso a avaliação clínica quando necessário, evitando tanto negligência quanto alarmismo.
Por que o diagnóstico precoce muda o prognóstico?
Em condições raras e potencialmente graves, o tempo entre o surgimento de sinais e a investigação adequada influencia diretamente o desfecho. O diagnóstico precoce permite condução mais objetiva e tende a ampliar possibilidades de tratamento com maior previsibilidade. Por isso, Milton Seigi Hayashi, apresenta que o acompanhamento não é um detalhe, mas parte do compromisso de segurança, assim como orientações sobre sinais de alerta e retornos programados.
A lógica é simples: quanto antes a condição é reconhecida, mais cedo se toma decisão técnica baseada em evidência. Isso reduz o sofrimento do paciente, diminui incertezas e melhora o planejamento. O acompanhamento é uma extensão da cirurgia, ele reduz risco de decisões tardias e também evita interpretações equivocadas de sintomas que podem ter outras causas. A segurança do paciente depende do conjunto: técnica, orientação, seguimento e prontidão para investigar qualquer alteração que fuja do esperado.
O que perguntar na consulta para tomar decisão com mais tranquilidade?
Uma consulta bem aproveitada começa com perguntas que organizam expectativas e segurança. Pergunte sobre o plano cirúrgico, o tipo de implante indicado e a justificativa técnica para essa escolha. Pergunte quais fatores do seu corpo influenciam o resultado, como qualidade da pele, flacidez e histórico clínico. Também é importante entender como será o pós-operatório, quais restrições existem, como é o acompanhamento e quais sinais devem ser comunicados rapidamente.
Também vale perguntar sobre riscos reais e como eles são prevenidos: controle de infecção, cuidados com cicatrização, retorno às atividades e estratégias de monitoramento. Milton Seigi Hayashi conclui que a tranquilidade vem da clareza. Informação correta, técnica bem aplicada e acompanhamento responsável formam a base de uma cirurgia plástica feita com segurança.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

