Fulton Sheen é beatificado nos Estados Unidos e deixa legado de evangelização pelos meios de comunicação

By Redação Diário de Nossa Senhora
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O arcebispo norte-americano Fulton J. Sheen foi beatificado em 24 de setembro de 2026, durante uma celebração realizada no Dome at America’s Center, em St. Louis, no estado do Missouri, Estados Unidos. A cerimônia foi presidida pelo cardeal Luis Antonio Tagle, representante do Papa Leão XIV. Com o reconhecimento, o religioso passou a ser oficialmente chamado de beato Fulton J. Sheen.

A beatificação de Fulton Sheen destacou uma trajetória marcada pelo sacerdócio, pelo episcopado, pelo ensino, pela produção de livros e pela comunicação pública da fé católica. Ao longo do século XX, ele utilizou o rádio e a televisão para apresentar conteúdos de formação cristã a milhões de pessoas, tornando-se uma referência na evangelização por meio da comunicação.

As informações sobre a celebração foram divulgadas pela Arquidiocese de St. Louis, que participou da organização do evento. A cerimônia reuniu fiéis e representantes da Igreja em uma cidade que se tornou o centro das atividades relacionadas ao reconhecimento do novo beato nos Estados Unidos.

Uma trajetória dedicada à evangelização

Fulton J. Sheen construiu sua atuação pastoral em diferentes frentes. Além de exercer o ministério episcopal, foi professor, escritor e comunicador. Sua presença no rádio e na televisão ampliou o alcance de sua pregação e permitiu que reflexões sobre a vida cristã chegassem a pessoas que não necessariamente acompanhavam as atividades presenciais da Igreja.

Esse aspecto da trajetória de Sheen está entre os motivos que dão atualidade à sua história. A utilização dos meios de comunicação para anunciar o Evangelho encontra hoje novos espaços em redes sociais, podcasts, transmissões on-line e plataformas digitais. O legado do religioso, portanto, também pode ser relacionado aos desafios enfrentados atualmente por iniciativas de comunicação católica.

Segundo o Vatican News, a causa de beatificação avançou depois do reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão de Sheen. O caso envolveu uma criança que nasceu sem batimentos cardíacos e sem respiração, mas foi reanimada após um período prolongado e apresentou uma recuperação considerada extraordinária. O decreto sobre o milagre havia sido autorizado em 2019.

Reconhecimento mobilizou comunidades nos Estados Unidos

A Diocese de Peoria, no estado de Illinois, também organizou uma programação especial para marcar a beatificação. As atividades ocorreram entre 20 e 26 de setembro e incluíram celebrações, peregrinação, ações comunitárias e missas de ação de graças. A diocese possui ligação importante com a trajetória pastoral de Fulton Sheen.

A programação contou ainda com a participação da Arquidiocese de St. Louis e da Fundação Archbishop Fulton J. Sheen. Conforme as informações divulgadas pela Diocese Católica de Peoria e pela Fundação Archbishop Fulton J. Sheen, as celebrações posteriores buscaram prolongar o momento de oração e ação de graças iniciado com a cerimônia em St. Louis.

Em 23 de setembro, foram divulgadas informações sobre a preparação espiritual e pastoral para a celebração. Depois da beatificação, as atividades de 25 e 26 de setembro deram continuidade à programação nas comunidades ligadas à história do religioso. O calendário reforçou a dimensão nacional do reconhecimento, que envolveu Missouri e Illinois.

O significado da beatificação

Na tradição da Igreja Católica, a beatificação reconhece oficialmente a possibilidade de culto público a uma pessoa em âmbito determinado, enquanto sua causa continua sendo distinguida do processo de canonização. No caso de Fulton Sheen, o reconhecimento apresentou aos fiéis sua vida e sua missão como testemunho de dedicação pastoral e de anúncio da fé.

A cobertura do Vatican News também associou a celebração ao chamado missionário da Igreja. A história do novo beato recorda que a evangelização pode utilizar diferentes linguagens e meios, sem perder sua finalidade de apresentar a mensagem cristã e favorecer a formação dos fiéis.

Para o público católico, a beatificação de Fulton Sheen reúne elementos de devoção, memória e reflexão sobre a comunicação. Sua atuação no rádio e na televisão permanece como referência histórica para iniciativas que hoje procuram levar conteúdos religiosos ao ambiente digital. A cerimônia realizada em St. Louis, assim, não apenas marcou o reconhecimento de um religioso norte-americano, mas também reabriu a discussão sobre o papel dos comunicadores na missão evangelizadora da Igreja.

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