Romaria a Aparecida reúne fiéis e reforça a força da devoção a Nossa Senhora

By Alexandre Valenne
12 Min de leitura

Peregrinação da Arquidiocese de Goiânia acontece nesta semana e leva comunidades ao Santuário Nacional para momentos de oração e celebração.

A devoção a Nossa Senhora continua movimentando comunidades católicas de diferentes regiões do Brasil. Nesta semana, entre 2 e 7 de setembro de 2026, a Arquidiocese de Goiânia realiza a 22ª Romaria Arquidiocesana ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo, uma peregrinação que coloca a Casa da Mãe no centro de uma experiência de oração, convivência e renovação da fé. A programação ganha destaque justamente nos primeiros dias de setembro, período em que a Igreja também se aproxima da celebração da Natividade de Nossa Senhora, comemorada em 8 de setembro.

Para o devoto, porém, uma romaria não representa apenas uma viagem até um santuário. A pergunta mais profunda é o que leva milhares de pessoas a deixar suas cidades, enfrentar deslocamentos e reservar dias para estar diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida. A resposta passa pela espiritualidade mariana, mas também pela busca de silêncio, gratidão, pedido de oração e fortalecimento dos vínculos comunitários. O evento desta semana ajuda a compreender por que Aparecida permanece como um dos grandes destinos de peregrinação católica do país.

Por que a Romaria a Aparecida tem significado tão especial para os devotos?

A 22ª Romaria Arquidiocesana da Arquidiocese de Goiânia integra oficialmente o calendário pastoral de setembro e começou em 2 de setembro, com atividades previstas até 7 de setembro. A programação inclui a presença dos peregrinos no Santuário Nacional e uma Missa da Romaria marcada para sábado, 5 de setembro, às 9h. O calendário arquidiocesano confirma ainda que a peregrinação reúne fiéis justamente em um período significativo para a espiritualidade mariana, já que o mês de setembro reserva a celebração da Natividade de Nossa Senhora no dia 8. (Arquidiocese de Goiânia)

A importância de uma peregrinação como essa está menos na distância percorrida e mais na experiência espiritual que ela proporciona. Para muitos católicos, chegar ao Santuário Nacional significa apresentar diante de Nossa Senhora intenções pessoais, familiares e comunitárias, agradecer graças recebidas e renovar a confiança em Deus. A tradição católica entende a devoção mariana como um caminho que conduz a Cristo, e não como uma substituição da centralidade de Jesus na vida da Igreja. Essa dimensão aparece também na própria organização da programação, que tem a Eucaristia como momento central da experiência dos peregrinos.

A presença de uma arquidiocese inteira em Aparecida também revela outra característica importante das romarias: elas fortalecem o sentido de comunidade. Pessoas que normalmente participam de paróquias diferentes passam a compartilhar uma mesma experiência de oração, criando vínculos que continuam depois do retorno para casa. Famílias, agentes de pastoral, religiosos, sacerdotes e leigos encontram no santuário um espaço para viver a fé de maneira coletiva. Assim, a peregrinação deixa de ser apenas um deslocamento geográfico e se transforma em uma oportunidade de renovar a vida espiritual e a participação na Igreja.

O próprio calendário da Arquidiocese de Goiânia mostra que a romaria está inserida em uma agenda pastoral mais ampla. Além da peregrinação, setembro terá o lançamento do 19º Congresso Eucarístico Nacional, a Coleta Nacional em preparação ao congresso e outros compromissos da Igreja local. Isso demonstra que a viagem a Aparecida não acontece isoladamente, mas dentro de um caminho de formação, oração, comunhão e missão. Para quem acompanha a vida católica, o movimento ajuda a perceber como os grandes santuários funcionam também como pontos de encontro entre comunidades de diferentes lugares.

O que o devoto pode viver espiritualmente durante uma peregrinação mariana?

Uma das perguntas mais comuns entre quem pretende participar de uma romaria é como aproveitar o momento para fortalecer a própria fé. A resposta não depende de uma fórmula específica, mas de uma atitude interior: chegar ao santuário com disposição para rezar, agradecer, escutar e entregar a Deus aquilo que ocupa o coração. A peregrinação pode incluir a participação na Santa Missa, a oração do terço, momentos de silêncio, confissão e visita aos espaços de devoção, sempre de acordo com a programação oficial e com a orientação pastoral do local.

No caso de Aparecida, essa experiência ganha uma dimensão especialmente forte por causa da história da devoção à Padroeira do Brasil. O Santuário Nacional se consolidou como um dos principais centros de peregrinação mariana do país, recebendo grupos organizados, famílias e devotos individuais. A própria programação publicada pelo Santuário destaca a Casa da Mãe como lugar de oração, celebração e encontro com Deus, reforçando que a experiência do peregrino não deve se limitar à visita turística. (A12)

Para o fiel que não pode viajar, a romaria também pode ser vivida espiritualmente a partir de casa. É possível acompanhar as celebrações transmitidas pelo Santuário, rezar pelas intenções dos peregrinos e dedicar alguns minutos à oração diante de uma imagem de Nossa Senhora. A distância física não impede que uma família se una em oração à comunidade que está em Aparecida. Essa possibilidade é especialmente importante para idosos, pessoas com limitações de deslocamento e devotos que, por razões financeiras ou familiares, não conseguem participar presencialmente.

Há ainda uma dimensão familiar que merece atenção. A devoção a Nossa Senhora pode se tornar uma oportunidade para pais, filhos e avós conversarem sobre confiança em Deus, solidariedade, gratidão e serviço ao próximo. Em vez de tratar a romaria apenas como um compromisso no calendário, a família pode transformá-la em um momento para recordar intenções importantes, agradecer pela caminhada e estabelecer novos hábitos de oração. Dessa forma, a peregrinação produz frutos que podem permanecer muito depois de o ônibus ou carro retornar para a cidade de origem.

Como a romaria se conecta com os próximos grandes eventos da Igreja no Brasil?

A movimentação desta semana em torno de Aparecida acontece ao mesmo tempo em que a Igreja no Brasil começa a intensificar a preparação para o 19º Congresso Eucarístico Nacional. A CNBB informa que o evento será realizado em Goiânia entre 3 e 7 de setembro de 2027, exatamente um ano depois do lançamento oficial que ocorre nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026. A Arquidiocese de Goiânia programou o lançamento para as 19h, na Catedral Metropolitana, com Celebração Eucarística e apresentação do congresso. (vaticannews.va)

O vínculo entre esses acontecimentos é especialmente interessante para quem acompanha a espiritualidade mariana. A própria CNBB apresenta o futuro Congresso Eucarístico como um momento de renovação espiritual, aprofundamento da fé e fortalecimento da unidade da Igreja, enquanto o material oficial da Arquidiocese de Goiânia inclui a Virgem Auxiliadora na oração de preparação para o evento. Assim, a presença de Maria aparece integrada ao caminho da Igreja para a Eucaristia, mantendo Jesus Cristo como centro da celebração e da vida cristã. (CNBB)

Outro sinal dessa preparação será a Coleta Nacional prevista para os dias 5 e 6 de setembro de 2026. Segundo a CNBB, a iniciativa será realizada nas dioceses de todo o país para envolver as comunidades concretamente na preparação do Congresso Eucarístico Nacional. A proposta não é apenas arrecadar recursos, mas criar um gesto de comunhão e corresponsabilidade entre diferentes comunidades católicas. Para o devoto de Nossa Senhora, esse movimento mostra como uma experiência vivida em um santuário mariano pode estar ligada a uma caminhada nacional de oração, participação e missão. (CNBB)

A programação de setembro também reforça a força dos santuários como lugares onde diferentes expressões da fé católica se encontram. Em Aparecida, a devoção mariana, a Santa Missa, a oração comunitária e a peregrinação formam uma experiência que ultrapassa a dimensão individual. Em Goiânia, a preparação para o Congresso Eucarístico amplia essa dinâmica para outras dioceses e comunidades. O resultado é um calendário que convida o fiel a olhar para a própria fé não como uma prática isolada, mas como parte de uma Igreja que caminha em comunhão.

A 22ª Romaria Arquidiocesana de Goiânia a Aparecida, portanto, pode ser compreendida como muito mais do que um evento religioso marcado no calendário. Ela expressa uma devoção mariana viva, capaz de reunir comunidades e incentivar momentos de oração, gratidão e renovação espiritual. Para quem ama Nossa Senhora, a peregrinação recorda que buscar a Mãe é também buscar seu Filho, fortalecendo a fé e a disposição para viver o Evangelho no cotidiano.

Neste início de setembro, quando a Igreja se aproxima da celebração da Natividade de Nossa Senhora, a experiência dos peregrinos ganha ainda mais significado. Seja diante da imagem de Aparecida no Santuário Nacional, seja em uma pequena igreja de bairro ou no silêncio de casa, cada devoto pode transformar esses dias em uma oportunidade de oração. A pergunta que permanece não é apenas quando será a próxima romaria, mas o que cada peregrinação é capaz de renovar no coração de quem parte e, depois, retorna para casa.

Fontes verificáveis: CNBB — Coleta Nacional para o 19º Congresso Eucarístico Nacional · CNBB — 19º Congresso Eucarístico Nacional · Arquidiocese de Goiânia — calendário de eventos · Vatican News — lançamento do 19º Congresso Eucarístico Nacional · Santuário Nacional de Aparecida — Novena e Festa da Padroeira 2026

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