Liderança que vem de dentro: A disciplina militar forma gestores que o mercado não consegue fabricar 

By Diego Velázquez
6 Min de leitura
Renato de Castro Longo Furtado Vianna

Renato de Castro Longo Furtado Vianna é o exemplo concreto de um perfil que o mercado corporativo ainda subestima. Ex-oficial de carreira do Exército Brasileiro e hoje empresário e investidor, sua base como gestor foi construída longe de salas de aula ou aceleradoras, surgindo de um ambiente onde errar tem consequência imediata.

A trajetória dele contrasta com um cenário atual onde a liderança virou palavra barata. O problema é que a maioria do que se chama de gestão no ambiente empresarial é, na melhor das hipóteses, apenas divisão de tarefas com boa comunicação. A liderança real funciona no momento em que a situação pressiona de verdade. Ela tem uma origem diferente, moldada onde liderar bem não é um diferencial para o currículo, mas uma obrigação de sobrevivência. 

Ao longo deste artigo, você vai entender como a disciplina militar forma líderes e a liderança como um instrumento, não como um cargo. Acompanhe!

O que a formação militar entrega que o mercado não replica?

Há algo específico no que o Exército produz em seus oficiais que vai além da disciplina superficial que as pessoas imaginam. Já que não se trata de acordar cedo ou seguir regras. Trata-se de uma relação diferente com responsabilidade, a consciência de que decisões têm peso real sobre pessoas reais. Esse senso de responsabilidade, no momento em que levado para o ambiente empresarial, muda a forma como um gestor conduz equipes, define prioridades e responde por resultados.

Na prática, isso se manifesta de formas que passam despercebidas em avaliações convencionais de liderança, expressa Renato de Castro Longo Furtado Vianna, como: a capacidade de manter clareza de raciocínio sob pressão, a disposição de comunicar decisões difíceis sem rodeios e habilidade de delegar com confiança, sem abrir mão do acompanhamento. Na realidade, todas essas são competências que qualquer empresa quer e poucas conseguem desenvolver de forma consistente em seus líderes.

Por que disciplina e tomada de decisão andam juntas?

Existe uma ligação direta entre disciplina e qualidade decisória que raramente aparece nos debates sobre gestão. Disciplina, no sentido mais útil do termo, é a capacidade de agir de acordo com o que foi planejado mesmo quando o ambiente empurra para outro lado. No contexto empresarial, isso significa não mudar de estratégia a cada oscilação do mercado, não ceder a pressões de curto prazo quando o plano de longo prazo é sólido, não substituir análise por impulso.

Renato de Castro Longo Furtado Vianna
Renato de Castro Longo Furtado Vianna

Sob a ótica da trajetória de Renato de Castro Longo Furtado Vianna, essa conexão entre disciplina e decisão é especialmente visível em momentos de crise. Vale dizer que empresas bem lideradas não são aquelas que nunca enfrentam problemas, são as que respondem a problemas com método, sem entrar em colapso organizacional. Esse método, construído ao longo de anos de formação em ambientes de alta exigência, é um dos ativos mais difíceis de transferir e mais fáceis de identificar quando ele existe.

Liderança como cultura, não como cargo

Um dos equívocos mais persistentes nas organizações é tratar liderança como atributo de posição. Quem tem o cargo lidera; quem não tem, executa. Como resultado, essa lógica produz hierarquias frágeis, em que a qualidade das decisões depende de quem está no topo, em vez de estar distribuída pela estrutura. As organizações mais resilientes funcionam de forma diferente: a liderança permeia os times, cada pessoa entende seu papel e age com autonomia dentro dele.

Na avaliação de Renato de Castro Longo Furtado Vianna como empresário, construir esse tipo de cultura exige mais do que processos bem definidos. Posto que exige que quem está no comando modele o comportamento que espera dos outros, não em discursos, mas nas decisões cotidianas, na forma de reagir a erros, na disposição de ouvir antes de concluir. Em suma, esse tipo de liderança não se instala com um treinamento. Desenvolve-se, lentamente, a partir do exemplo.

O que o mercado deveria aprender com esse perfil?

Há uma ironia no fato de o mercado investir tanto em programas de desenvolvimento de liderança e, ao mesmo tempo, ignorar o que instituições como o Exército já provaram que funciona. Sendo assim, não se trata de militarizar a gestão empresarial; trata-se de reconhecer que certas competências só se formam sob condições específicas e que profissionais que passaram por essas condições chegam ao mercado com um repertório que nenhum workshop de dois dias replica.

A trajetória de Renato de Castro Longo Furtado Vianna é um lembrete de que os melhores gestores nem sempre vêm dos lugares mais óbvios. E que liderança, quando é real, não precisa se anunciar; ela aparece nos resultados!

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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